Confesional del Tostado
11 de novembro de 2020
Tratado de Predestinación y libre albedrío
18 de janeiro de 2021

Sermões de São Martinho de Leão / Sermones de Santo Martino de León

Sermones de Santo Martino de León
 


Verbete

São Martinho de Leão. Sermones de Santo Martino de León. 1185.
 
São Martinho de Leão (ca.1130-1203), professor na igreja colegiata de São Isidoro de Leão sob a regra dos canônes de Santo Agostinho, começa sua obra por volta de 1185 e pode ser considerado como uma figura que faz ponte entre a tradição cultural hispânica alto medieval, de influência isidoriana, e o novo clima teológico-intelectual chegado de além Pireneus, das mãos de autores como Graciano e Pedro Lombardo. De fato, São Martinho passa a ser o introdutor das Sentencias de Pedro Lombardo no âmbito hispânico, por ser o primeiro autor pertencente à região a citá-lo (e por muito tempo, o único). Porém ao alegar a obra de Pedro Lombardo, São Martinho a cita acríticamente, como uma referência de autoridade a mais, no mesmo nível daquelas tiradas dos Santos Padres, como se não chegasse a ser consciente do caráter potencialmente controverso ou sujeito a discussão desta obra, o que contrasta com o uso mais polêmico que, como algo vivo, era feito nas escolas europeias onde as Sentencias eram utilizadas e comentadas. Apreciando estes aspectos da composição intelectual de São Martino, José María Soto Rábanos observou, além disso, que sua disposição não é jurídica nem sensível ao ponto de vista do Direito, mas, na verdade, suspeita disso (exalta a primazia da graça sobre a lei). Como Laureano Robles indica, a formação de São Martinho pertence plenamente a esfera da cultura eclesiástica, não relacionada ao profano contemporâneo.

São Martinho não tem a pretensão ou as condições para se destacar como autor original, mas se torna um compilador muito erudito em uma linha tradicional, com orientação predominantemente apologética (polemista contra judeus e hereges) e espiritual. Nesse contexto, cabe entender o conjunto de sua obra que, com o título Veteri et Novi Testamenti concordia, se encontra coletada nos tomos 208 e 209 da famosa Patrología de Migne. Esta obra vem a ser uma coleção de sermões e breves tratados doutrinais de eminente utilidade pastoral para predicadores e sacerdotes com cura animarum, de caráter tradicional, apegada a autores como Santo Isidoro de Sevilha e São Gregório Magno, duas de suas referências prediletas.

No que diz respeito ao aspecto pastoral de sua obra, em seus sermões, São Martinho distingue o bom do mau pastor de acordo com uma série de qualidades, das quais as duas principais são: ciência (doutrina, formação, conhecimento) e perícia (experiência e prática); outras qualidades também são estimáveis, como prudência, diligência, solicitude, conhecimento dos fiéis e aptidão pedagógica, mas antes de tudo, considera, seguindo a Santo Isidoro, que “ os ignorantes e inexperientes devem retrirar-se desse ofício” (indocti et imperiti a tali officio retrahuntur: PL 209, c. 97).

A principal obrigação do bom pastor, de acordo com os Sermões de São Martinho, é pregar e ensinar, algo que ele considera necessário, fazer com a palavra e com o exemplo, mas dando primazia ao exemplo: “cuide o predicador primeiramente de viver bem, e depois de ensinar bem” (praedicator prius studeat bene uiuere, deinde bene docere: PL 209, c. 138). Para exercer bem a arte da predicação, ela deve ser modulada com a psicologia do tratamento para adaptá-la a diferentes tipos de ouvintes, segundo as condições e circunstâncias de cada um: “os pregadores da Santa Igreja, como já foi dito, devem pregar de acordo com a capacidade dos ouvintes” (predicated igitur sanctae Ecclesiae iuxta audientium capacitatem, ut dictum est, debent praedicare: PL 209, c. 166). Entrando em detalhes sobre a técnica da pregação, São Martinho distingue três tons de voz adequados para três tipos especiais de destinatários da pregação: suave, para os doentes; doce, para o moribundo; alto, para os desobedientes (PL 209, c. 99). Quanto aos demais assuntos, considera a questão do estipêndio ou recompensa material que o pregador merece, mas como algo secundário em qualquer caso, e que deve ser adiada para a verdadeira recompensa espiritual: "os santos pregadores não querem receber recompensas temporais, a menos que primeiro obtenham recompensas eternas" (praedicatores sancti percipere nolunt temporalia, nisi prius obtineant aeterna: PL 208, c. 368).

Outra vertente da pastoral e cura animarum considerada por São Martinho é o ensino das verdades da fé, que se deve oferecer aos neófitos que ingressam na Igreja pelo batismo, mas também fazendo extensivos seus frutos aos parentes dos batizados. E para dar exemplo do que deve ser ensinado, São Martino adjunta uma explanatio dos doze capítulos do Credo (PL 208, cc. 1326-1328) e do Pai Nosso em sua invocação, mais sete petições (PL 208, cc. 1074-1079 y 1011-1013). Também formam parte de sua obra sermões sobre os mandamentos (PL 208, cc. 290-298), os vícios capitais e suas virtudes opostas (PL 208, cc. 675-734 y 991-994), os sacramentos (PL 208, cc. 271-273, 276-280, 283, 482-494 y 500-520), as obras de misericórdia corporais (PL 208, c. 607) e a distinção entre pecados leves e graves (PL 208, cc. 653-656, 666 y 669). Assim, sua obra inclui noções importantes de doutrina cristã para a utilidade de predicadores e confessores.

Santo Martino de León (ca.1130-1203), profeso en la iglesia colegiata de San Isidoro de León bajo la regla de canónigos de San Agustín, comienza su obra hacia 1185 y puede considerarse como una figura puente entre la tradición cultural hispánica altomedieval, de impronta isidoriana, y el nuevo clima teológico-intelectual llegado de allende los Pirineos, de la mano de autores como Graciano y Pedro Lombardo. De hecho, santo Martino viene a ser como el introductor de las Sentencias de Pedro Lombardo en el ámbito hispánico, por ser el primer autor perteneciente al mismo en citarlo (y por mucho tiempo, el único). Pero al alegar la obra de Pedro Lombardo, santo Martino la cita acríticamente, como una referencia de autoridad más, al mismo nivel que las que toma de los Santos Padres, como si no alcanzara a ser consciente del carácter potencialmente controvertido o sujeto a discusión de esta obra, lo que contrasta con el uso más polémico que, como algo vivo, se hace en las escuelas europeas donde las Sentencias se utilizan y se comentan. Apreciando estos aspectos da contextura intelectual de santo Martino, José María Soto Rábanos ha observado, por añadidura, que su talante no es jurídico ni sensible al punto de vista del Derecho, sino ante al contrario, más bien desconfiado frente al mismo (exalta la primacía de la gracia sobre la ley). Como indica Laureano Robles, la formación de santo Martino pertenece plenamente a la esfera de la cultura eclesiástica, sin relación con la profana coetánea.

Santo Martino no tiene la pretensión o las condiciones para destacar como un autor original, sino que más bien viene a ser un compilador muy erudito en una línea tradicional, con una orientación predominante apologética (polemista contra judíos y heréticos) y espiritual. En este contexto cabe entender el conjunto de su obra que, con el título Veteri et Novi Testamenti concordia se halla recogida en los tomos 208 y 209 de la famosa Patrología de Migne. Esta obra viene a ser una colección de sermones y breves tratados doctrinales de eminente utilidad pastoral para predicadores y sacerdotes con cura animarum, de carácter tradicional, apegado a autores como san Isidoro de Sevilla y san Gregorio Magno, dos de sus referencias predilectas.

Entrando a describir la vertiente pastoral de su obra, en sus Sermones santo Martino distingue al buen del mal pastor en función de una serie de cualidades, de las que las dos principales son ciencia (doctrina, formación, conocimientos) y pericia (experiencia y práctica); otras cualidades son asimismo estimables, como prudencia, diligencia, solicitud, conocimiento de los fieles y aptitud pedagógica, pero ante todo considera, siguiendo a san Isidoro, que “los ignorantes e inexpertos deben retirarse de ese oficio” (indocti et imperiti a tali officio retrahuntur: PL 209, c. 97).

La principal obligación del buen pastor, según los Sermones de santo Martino, es predicar y enseñar, algo que estima necesario hacer con la palabra y con el ejemplo, pero dando primacía al ejemplo: “cuide el predicador primeramente de vivir bien, y luego de enseñar bien” (praedicator prius studeat bene uiuere, deinde bene docere: PL 209, c. 138). Para ejercer bien el arte de la predicación, hay que modularla con psicología de trato para adaptarla a distintos tipos de oyentes, según las condiciones y circunstancias de cada cual: “los predicadores de la Santa Iglesia, como queda dicho, deben predicar de acuerdo con la capacidad de los oyentes” (praedicatores igitur sanctae Ecclesiae iuxta audientium capacitatem, ut dictum est, debent praedicare: PL 209, c. 166). Entrando en detalle acerca de la técnica de la predicación, santo Martino distingue tres tonos de voz adecuada a tres tipos especiales de destinatarios de la predicación: suave, para el enfermo; dulce, para el moribundo; alta, para el desobediente (PL 209, c. 99). Por lo demás, considera asimismo la cuestión del estipendio o recompensa material que merece el predicador, pero como algo secundario en todo caso, y que debe ser pospuesto a la verdadera recompensa, espiritual: “los predicadores santos no quieren percibir recompensas temporales, a no ser que primeramente obtengan recompensas eternas” (praedicatores sancti percipere nolunt temporalia, nisi prius obtineant aeterna: PL 208, c. 368).

Otra vertiente de la pastoral y cura animarum considerada por santo Martino es la enseñanza de las verdades de la fe, que se debe ofrecer a los neófitos que ingresan en la Iglesia por el bautismo, pero también haciendo extensivos sus frutos a los parientes de los bautizandos. Y para dar ejemplo de lo que debe enseñarse, santo Martino adjunta una explanatio de los doce capítulos del Credo (PL 208, cc. 1326-1328) y del Padre nuestro en su invocación y siete peticiones (PL 208, cc. 1074-1079 y 1011-1013). También forman parte de su obra sermones sobre los mandamientos (PL 208, cc. 290-298), los vicios capitales y sus virtudes opuestas (PL 208, cc. 675-734 y 991-994), los sacramentos (PL 208, cc. 271-273, 276-280, 283, 482-494 y 500-520), las obras de misericordia corporales (PL 208, c. 607) y la distinción entre pecados leves y graves (PL 208, cc. 653-656, 666 y 669). Así, su obra incluye nociones importantes de doctrina cristiana para utilidad de predicadores y confesores.

Palavras-chave: Sermões, pregadores, Sentenças, vícios, virtudes
Palabras-Clave: Sermones, predicadores, Sentencias, vicios, virtudes.
Pablo Martín Pietro

Universidad Complutense de Madrid
 
 

Edições modernas

Santo Martino de León. Ponencias del I Congreso Internacional sobre santo Martino en el VIII centenario de su obra literaria (1185-1985), León, 1987. José María Soto Rábanos, “La práctica de la pastoral en la Península Ibérica (siglos XI-XII)”, en La pastorale della Chiesa in Occidente dall’età ottoniana al concilio lateranense IV. Atti della quidicesima settimana internazionale di studio Mendola (2001), Milán, 2004, pp. 251-297 [293-297].
 
Autor: São Martinho de Leão.

Nome da obra: Veteri et Novi Testamenti concordia.

Data: 1185.

Local: São Isidoro de Leão.

Imagens: Veteris et Noui Testamenti Concordia. Real Colegiata de San Isidoro de León. PL 209.

 

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *