Tratado de Predestinación y libre albedrío
18 de janeiro de 2021
Ana Maria Machado
27 de janeiro de 2021

Miraculos Romançados

 

Verbete

Produzido por Isabel Ilzarbe Universidad de La Rioja Miraculos Romançados
 
Trata-se de uma coleção de 89 milagres post mortem, elaborada durante à segunda metade do século XIII, os milagres foram realizados por intercessão de São Domingo de Silos. Dentre eles destacam-se, pelo seu grande volume, os prodígios de libertação de cativos. Com efeito, embora, como já foi estudado, outros santos intervieram de uma forma ou de outra em apoio as tropas cristãs contra os muçulmanos, nesta ocasião, e sem esquecer nunca a referência a estes mencionados, dá-se um passo a mais, até que se converta o santo silense em redentor e libertador de cristãos cativos.

A obra conserva-se em dois manuscritos. O mais antigo, que foi elaborado nos finais do século XIII, é parte de um códice factício dedicado a vida e aos milagres de Santo Domingo de Silos, em que se incluem copias da Vita Dominici Silensis de Grimaldo e a Vida de Santo Domingo de Silos de Gonzalo de Berceo. Está conservado na Biblioteca Monástica silense, com a assinatura ms.12. O segundo manuscrito encontra-se na Biblioteca da Real Academia Española, com a assinatura ms.5, e foi copiado entre os séculos XIV y XV. Esta coleção de milagres foi editada em duas ocasiões: no século XVIII, frei Sebastião de Vergara a incluiu entre os anexos de sua biografía de Santo Domingo; e em 1988 foi publicada aquela que até agora é a única edição crítica disponível da obra, elaborada por Anton Karl-Heinz.

Todos os prodígios seguem o mesmo padrão: um ou vários cristãos caem nas mãos de muçulmanos, que os levam cativos e são milagrosamente libertados, após suplicarem a ajuda de Deus e do santo. Este esquema geral corresponde ao que podemos observar no capítulo XXI do segundo livro da VDS de Grimaldo, que narra a libertação de Servando de Cuzcurrita, prisioneiro dos infiéis em Medinaceli. Como narrado neste episódio, São Domingos aparece na masmorra em que aquele se encontrava e garante que veio em seu socorro, de forma que lhe fornece os instrumentos necessários para libertá-lo de suas correntes. Consequentemente, no dia da dedicação da igreja do mosteiro de Silos, sendo já um homem livre, Servando de Cuzcurrita entregará estes instrumentos e os grilhões como ex-voto. Esta prática deve ter conhecido um amplo desenvolvimento durante a segunda metade do século XII, quando o número de oferendas semelhantes aumentou consideravelmente. Esses presentes foram expostos no mosteiro de Burgos, fato a que Rodrigo de Cerrato também aludiu em sua abreviatura da vida de Santo Domingo. Esses presentes foram expostos no cenóbio de Burgos, fato a que Rodrigo de Cerrato também aludiu em sua abreviatura da vida de Santo Domingo.

A fama do santo abade como redentor dos cativos atingiu tamanha proporção que também se refletiu no Chronicon Mundi com o seguinte teor: “parece trazer mais glória do que os outros santos ao libertar os cativos da prisão dos mouros”.

Assim começa uma tradição que marcará a especialização do santo como libertador de cativos, cujo apogeu seria alcançado com a redação dos Miraculos Romançados. Não se trata, entretanto, de uma tipologia de milagre estranha ou subdesenvolvida no mundo cristão medieval, uma vez que temos uma infinidade de testemunhos referentes a cativos libertados por intercessão de um santo ou santa. Na França, por exemplo, além da capacidade “especial” de Santa Fé de Conques para libertar cativos, encontramos um testemunho em que Santo Eutrópio milagrosamente transportou um cruzado capturado pelos infiéis para sua igreja em Saintonge, e uma coleção completa de milagres de São Marçal em que se narram as libertações de franceses capturados pelos ingleses no decorrer da Guerra dos Cem Anos. Muitos desses prodígios coletados pela hagiografia medieval referem-se a prisioneiros injustamente encarcerados, bem como a prisioneiros de guerra ou presos em confrontos por fronteiras.

No caso hispânico, em que a fronteira com o mundo muçulmano será especialmente próxima e os confrontos serão frequentes, os milagres de libertação adquiriram um significado especial. Devemos ter em mente que, embora seja difícil quantificar este fenômeno histórico nos confrontos fronteiriços entre cristãos e muçulmanos na Península Ibérica e, posteriormente, no Norte de África, dispomos de alguns estudos que exploraram esta questão. Por exemplo, Calderón Ortega e Díaz González indicam o número máximo de cativos em um único confronto do período do século XIII, cerca de 20.000.

Assim é possível encontrar vários exemplos desta tipologia de prodígios, embora com um desenvolvimento menor, alguns, inclusive, nas proximidades do mosteiro silense. Um milagre semelhante é atribuído a Santo Inácio de Oña, em que um cristão cativo é libertado por intercessão do abade após sua morte. Outro santo associado a uma capacidade especial para realizar este tipo de milagres é Santo Domingo da Calçada, a quem se atribui um total de três redenções, todas protagonizadas por cativos originários de La Rioja.

Não é de estranhar que neste ambiente proliferassem narrativas que, no fundo, reuniam as fugas de cativos cristãos que, dada a dificuldade ou quase impossibilidade de realização, foram atribuídas à intervenção divina; tampouco não é de estranhar que tenham sido recolhidos por escrito com fins publicitários ou, por outras palavras, com o intuito de atrair um maior número de fiéis aos mosteiros e santuários onde se guardavam as relíquias dos santos aos quais estavam associadas uma capacidade de intercessão em favor dos cativos. Além disso, não se deve esquecer que, desde o final do século XII, o papel das ordens redentoristas esteve presente no pensamento religioso, centrado exclusivamente nesta tarefa de libertação e resgate de prisioneiros cristãos em mãos de muçulmanos.

Ao avaliar as motivações que levaram ao silense Pero Marín a recopilar os testemunhos que compõem os Miraculos Romançados, é inevitável levar em conta que novos atores entraram em cena, entre os quais destacaram-se, especialmente, os mosteiros de Trindade e da Misericórdia, fundados respectivamente nos anos 1188 e 1218. Ambos conhecerão uma expansão rápida e terão uma presença muito proeminente nos territórios próximos à fronteira com Granada a partir da segunda metade do século XIII, quando a expansão cristã para o sul abranda e os conflitos se instalarão neste espaço geográfico. As vias que serão usadas para cumprir seus objetivos serão principalmente duas: o pagamento de resgates, cujo valor viria de esmolas, e a troca de seus membros pelos cativos que pretendiam libertar, prática carregada de um enorme simbolismo por envolver uma forma de martírio voluntário.

Neste contexto, competir no plano ideológico com os grandes monastérios, mais ou menos próximos, que fizeram grandes esforços para criar uma identidade própria de certa notoriedade, e com os religiosos redentoristas devia ser essencial para garantir a chegada de peregrinos e doações ao mosteiro silense que, de outro modo, teria como destinatários os centros religiosos que, com o passar do tempo, foram adquirindo uma marca notável. Em minha opinião, uma boa forma de atingir esse objetivo seria valorizar a imagem do santo abade como libertador de cativos mediante uma coleção centrada nesta tipologia de milagre. Esta deve ter sido, pelo menos em parte, a ideia básica para a criação e recompilação dos Miraculos.

Segundo o milagre número 4 da coleção promovida por Pero Marín, o rei Afonso X chegou a Silos em 5 de novembro de 1246, e lá ficou esperando o recrutamento de tropas para enfrentar a revolta de Lope Díaz de Haro, senhor de Biscaia. Diante das dúvidas que atormentavam o monarca, Santo Domingo apareceu-lhe em sonhos "depois das matinas." Um diálogo foi estabelecido entre eles, em que o santo finalmente disse ao rei que ele alcançaria a vitória e a supremacia sobre o restante dos príncipes peninsulares passados três meses ("III lunaziones conplida"). Depois de acordar, o rei se aproximou para orar diante do sepulcro onde suas relíquias estavam conservadas, e prometeu dar ao monastério "um dom que não foi dado por nenhum rei a este mosteiro." Com efeito, o castelhano venceu os seus adversarios, tal como Domingo havia anunciado na sua visão, e cumpriu a promessa feita aos restos mortais do santo concedendo ao mosteiro a arrecadação da martiniega da vila de Silos, que até então correspondia à Coroa

E Abade, concedo-lhe a martiniega que eu na vila de Santo Domingo, por Juramento de Herança, doei para você e para o convento e para todos os seus sucessores que depois de você venham, e para aqueles que reinarem depois de mim em Castela e em Leão para sempre.

A narração deste milagre apresenta Afonso X como um rei devoto, que movido por esse sentimento vai ao sepulcro do santo para rogar por sua intercessão em favor de seus intereses. A aparição de Domingo e a sua revelação atuam como uma confirmação da sua capacidade especial para intervir nos assuntos castelhanos, elevando-se como seu protetor. O relato também serve para justificar a doação da martiniega do burgo de Silos numa época em que o mosteiro precisava de evidências documentais para justificar seus privilégios. Uma vez obtido o privilégio, foi incluído no Cartulário Gótico junto com o resto dos diplomas confirmados por Afonso X, entre os quais estava também o falso fundacional de Fernán González.
Se trata de una colección de 89 milagros post mortem, elaborada durante la segunda mitad del siglo XIII, que fueron realizados por intercesión de santo Domingo de Silos. Entre ellos destacan, por su gran volumen, los prodigios de liberación de cautivos. En efecto, mientras que, como ya se ha estudiado, otros santos intervinieron de una forma o de otra en el apoyo de las tropas cristianas contra los musulmanes, en esta ocasión, y sin olvidar nunca la referencia a estos últimos, se da un paso más, hasta convertir al santo silense en redentor y liberador de cautivos cristianos.

La obra se conserva en dos manuscritos. El más antiguo fue elaborado a fines del siglo XIII, forma parte de un códice facticio dedicado a la vida y milagros de santo Domingo de Silos, en el que se incluyen copias de la Vita Dominici Silensis de Grimaldo y la Vida de Santo Domingo de Silos de Gonzalo de Berceo. Se conserva en la Biblioteca Monástica silense, con la signatura ms.12. El segundo manuscrito se encuentra en la Biblioteca de la Real Academia Española, con la signatura ms.5, y fue copiado entre los siglos XIV y XV. Esta colección de milagros ha sido editada en dos ocasiones: en el siglo XVIII, fray Sebastián de Vergara la incluyó entre los anexos a su biografía de santo Domingo; y en 1988 se publicó la que hasta ahora es la única edición crítica disponible de la obra, elaborada por Anton Karl-Heinz.

Todos los prodigios siguen un mismo patrón: uno o varios cristianos caen en manos de los musulmanes, que los apresan como cautivos, y que son liberados milagrosamente después de suplicar la ayuda de Dios y del santo. Este esquema general responde al mismo que podemos observar en el capítulo XXI del segundo libro de la VDS de Grimaldo, que narra la liberación de Servando de Cuzcurrita, quien era prisionero de los infieles en Medinaceli. Según se narra en este episodio, santo Domingo aparece en la mazmorra en la que aquel se encontraba y le asegura que ha acudido en su ayuda, de tal manera que le proporciona los instrumentos necesarios para liberarse de sus cadenas. En consecuencia, el día de la dedicación de la iglesia del monasterio de Silos, siendo ya un hombre libre, entregará estos instrumentos y los grillos como exvoto ¹ . Esta práctica debió conocer un amplio desarrollo durante la segunda mitad del siglo XII, cuando se incrementó considerablemente el número de ofrendas similares. Estos presentes eran expuestos en el cenobio burgalés, hecho al que aludía también Rodrigo de Cerrato en su abreviación de la vida de santo Domingo².

La fama del santo abad como redentor de cautivos alcanzó tal proporción que quedó reflejada además en el Chronicon Mundi con el siguiente tenor: “paréscese traer más gloria que los otros sanctos en librar los captivos de la cárcel de los moros” ³ .

Se inicia así una tradición que marcará la especialización del santo como liberador de cautivos, cuyo cénit se alcanzaría con la redacción de los Miraculos Romançados. No se trata, sin embargo, de una tipología de milagro extraña o poco desarrollada en el orbe cristiano medieval, ya que contamos con multitud de testimonios referentes a cautivos liberados por intercesión de un santo o santa. En Francia, por ejemplo, además de la “especial” capacidad de Santa Fé de Conques para liberar cautivos, contamos con un testimonio en el que san Eutropio transportó milagrosamente a un cruzado apresado por los infieles a su iglesia en Saintonge, y con una colección completa de milagros de san Marcial en los que se narran liberaciones de franceses hechos cautivos por los ingleses en el transcurso de la Guerra de los Cien años 4 . Muchos de estos prodigios recogidos por la hagiografía medieval se refieren a presos encarcelados injustamente, además de a prisioneros de guerra o de enfrentamientos por las fronteras.

En el caso hispánico, en el que la frontera con el mundo musulmán resultará especialmente cercana y los enfrentamientos serán frecuentes, los milagros de liberación adquirieron un especial significado. Debemos tener presente que, aunque resulta difícil cuantificar este fenómeno histórico en los enfrentamientos fronterizos entre cristianos y musulmanes en la península Ibérica y, posteriormente, en el norte de África, contamos con algunos estudios que han explorado esta cuestión. Por ejemplo, Calderón Ortega y Díaz González señalan el máximo de cautivos en un solo enfrentamiento del periodo del siglo XIII en 20.000 5 .

Así, es posible encontrar varios ejemplos de esta tipología de prodigios, aunque con un menor desarrollo, algunos incluso en las proximidades del cenobio silense. Se atribuye a san Iñigo de Oña un milagro similar, en el que un cautivo cristiano es liberado por intercesión del abad después de su muerte. Otro santo al que se le asocia con una Así, es posible encontrar varios ejemplos de esta tipología de prodigios, aunque con un menor desarrollo, algunos incluso en las proximidades del cenobio silense. Se atribuye a san Iñigo de Oña un milagro similar, en el que un cautivo cristiano es liberado por intercesión del abad después de su muerte. Otro santo al que se le asocia con una capacidad especial para obrar este tipo de milagros es santo Domingo de la Calzada, a quien se le atribuyen un total de tres redenciones, todas ellas protagonizadas por cautivos originarios de La Rioja 6 .

No resulta sorprendente que proliferasen en este ambiente narraciones que, en el fondo, recogen fugas de cautivos cristianos que, dada la dificultad o casi imposibilidad para su realización, se atribuyeron a la intervención divina; tampoco llama la atención que se recogieran por escrito con fines propagandísticos o, en otras palabras, con la intención de atraer a un mayor número de fieles a los monasterios y santuarios en los que se custodiaban las reliquias de aquellos santos a los que se les asociaba una capacidad de intercesión en favor de los cautivos. Más aun, no hay que obviar que, desde finales del siglo XII, estaba presente en el pensamiento religioso el papel de las ordenes redentoristas, centradas exclusivamente en esta tarea de liberación y rescate de prisioneros cristianos en manos de los musulmanes.

A la hora de valorar las motivaciones que llevaron al silense Pero Marín a recopilar los testimonios que forman los Miraculos Romançados, resulta ineludible tener en cuenta que habían entrado en escena nuevos actores, entre los que destacan, especialmente, la Trinidad y la Merced, fundadas respectivamente en los años 1188 y 1218. Ambas conocerán una rápida expansión y contarán con una presencia muy destacada en los territorios cercanos a la frontera con Granada a partir de la segunda mitad del siglo XIII, cuando se frena la expansión cristiana hacia el sur y los conflictos se localizarán en este espacio geográfico 7 . Las vías que utilizarán para llevar a cabo sus objetivos serán principalmente dos: el pago de rescates, cuyas cuantían procederían de las limosnas, y el intercambio de sus miembros por los cautivos que se pretendía liberar, práctica cargada de un enorme simbolismo en tanto que suponía una forma de martirio voluntario 8 .

En este contexto, competir en el plano ideológico con los grandes monasterios, más o menos próximos, que habían realizado grandes esfuerzos por crearse una identidad propia de cierta notoriedad, y con los religiosos redentoristas debía resultar primordial para garantizar la llegada de peregrinos y donaciones al cenobio silense que, de otra manera, tendrían como destinatarios los centros religiosos que, con el paso del tiempo, iban adquiriendo una notable impronta. A mi juicio, una buena forma de lograr este objetivo sería engrandecer la imagen del santo abad como liberador de cautivos mediante una colección centrada en esta tipología de milagros. Esta debió ser, al menos en parte, la idea de base para la creación y recopilación de los Miraculos.

Entre los milagros de liberación de cautivos recogidos en los MR ̧ se dejó constancia de un prodigio en el que se vio envuelto el propio rey castellano, y cuyo resultado documental será un privilegio sobre el cobro de la martiniega recogido junto a otros apócrifos, incluido el de Fernán González, en el Cartulario Gótico.

Según el milagro número 4 de la colección promovida por Pero Marín, el rey Alfonso X llegó a Silos el cinco de noviembre de 1246, y allí permaneció a la espera de reclutar tropas para enfrentarse a la revuelta de Lope Díaz de Haro, señor de Vizcaya. Ante las dudas que albergaba el monarca, Santo Domingo se le apareció en sueños “depues delos maitines” 9 . Entre ellos se estableció un diálogo, en el que finalmente el santo le comunicó que alcanzaría la victoria y la supremacía sobre el resto de príncipes peninsulares tras tres meses (“III lunaziones conplidas” 10 ). Tras despertar, el rey se acercó a rezar ante el sepulcro donde se conservaban sus reliquias, y prometió dar al monasterio “un don qual non dio rey eneste monesterio” 11 . Efectivamente, el castellano salió victorioso ante sus contrincantes tal y como le había anunciado Domingo en su visión, y cumplió la promesa hecha ante los restos del santo concediéndoles el cobro de la martiniega de la villa de Silos, que hasta entonces le correspondía a la Corona 12 .

Et Abbat, do vos la martiniega que yo e en la villa de Santo Domingo por Juro de Heredat, pora vos et al convento et a todos los vuestros sucessores que depues de vos vernan, et por los que reynaren depues de mi en Castiella et en Leon, pora siempre iamas

La narración de este milagro presenta a Alfonso X como un rey devoto, que movido por ese sentimiento se dirige al sepulcro del santo para rogar por su intercesión a favor de sus intereses 13 . La aparición de Domingo y su revelación actúan como una confirmación de su especial capacidad para intervenir en los asuntos castellanos, erigiéndose como su protector. El relato sirve además para justificar la donación de la martiniega del burgo de Silos en un momento en el que el cenobio necesitaba pruebas documentales que justificasen sus privilegios. Una vez obtenido el privilegio, se incluyó en el Cartulario gótico junto con el resto de diplomas confirmados por Alfonso X, entre los que se encontraba también el falso fundacional de Fernán González 14 .

¹ Ed. Valcárcel 1982, pp. 356-360.
² Pérez-Embid, 2017, p. 250.
³ Recogido también por Uría Maqua (www.vallenajerilla.com/berceo/uria/domingosalvalafrontera.htm), que toma la cita desde la edición traducida preparada por Puyol, 1926, p. 6
⁴ Citamos algunos ejemplos a partir de Bartlett, 2013, pp. 398-400.
⁵ Tomamos este dato a partir de los cuadros-resumen de Calderón Ortega y Díaz González, 2012, pp. 56-57.
⁶ Se trata de los milagros 22, 54 y 67 de González de Tejada, 1702, pp. 217, 270 y 296. Después de la narración del primero de estos tres prodigios, el autor señala que “este milagro que le refieren los Autores, que escriben la vida de nuestro Santo, está esculpido, y pintado, en algunas partes de nuestra Santa Iglesia, y por él antiguamente, la Iglesia, y Villa de Santo Domingo, ponían por armas en los instrumentos, una Imagen del Santo con grillos en las manos, y un Cautivo arrodillado u sus pies, y aun hoy dura este sello”.
⁷ Calderón Ortega y Díaz González, 2012, p. 231. Sobre el caso concreto de los mercedarios, resulta de gran interés el reconocido estudio de Brodman, 1986.
⁸ En este sentido, debemos reseñar el estudio de Escribano López, titulado “Mercedarios y martirio voluntario en el Norte de África en la Baja Edad Media” y presentado al III Congreso Internacional “El Camino del Medievalista”, celebrado en la Universidad de Santiago de Compostela en abril de 2019, de próxima publicación.
⁹ Transcribimos desde Silos, Ms.12, f. 25v; ver también Ed. Anton, 1988, p.44.
¹⁰ Silos, Ms.12, f25v; ver también Ed. Anton, 1988, p.44.
¹¹ Silos, Ms.12, f. 26r; ver también Ed. Anton, 1988, pp. 44-45.
¹² Silos, Ms. 12,, f. 27r; ver también Ed. Anton, 1988, pp. 46.
¹³ En la misma línea se expresa García de la Borbolla 2003, p. 459. La autora remite, como prueba de la devoción del rey hacia santo Domingo de Silos, o al menos de una querencia especial hacia el santo y su monasterio, a las cantigas 204 y 233 (Disponibles en http://www.cantigasdesantamaria.com/csm/204 y http://www.cantigasdesantamaria.com/csm/233) [última consulta 16/08/2020].
¹⁴ Arizaleta 2007, p. 464.

Isabel Ilzarbe

Universidad de La Rioja
Palavras-chave: cativos, Domingo de Silos, libertação, milagre, presos.
Palabras-clave: cautivos, Domingo de Silos, liberación, milagro, presos.
 
 

Edições modernas

ANTON, Karl-Heinz. Los “Miraculos romançados” de Pero Marín. Edición crítica, introducción e índices. Burgos: Abadía de Silos, 1988

ARIZALETA, Amaia. “Las variantes del relato maravilloso en los Miraculos romançados, atribuidos a Pero Marín (segunda mitad del siglo XIII)”, in Pratiques hagiographiques dans l'Espagne du Moyen Âge et du Siècle d'Or. Touluose: Université de Toulouse- Le Mirail, 2005, pp. 55-86

ARIZALETA, Amaia. “De monges y monarquía: comentarios en torno a miraculos romançados,4”, in El monacato en los reinos de León y Castilla (siglos VII-XIII). León: Fundación Sánchez - Albornoz, 2007, pp. 479-494.

CALDERÓN ORTEGA, José M. y Díaz González, Francisco J. Vae Victis: Cautivos y prisioneros en la Edad Media Hispánica. Alcalá de Henares: Servicio de Publicaciones de la Universidad de Alcalá de Henares, 2012.

ESCALONA, Julio. “¿Un ‘cartulario milagroso’?: cronología y proyecto en los "Miraculos Romançados" de Santo Domingo de Silos?” in JARDIN, Jean-Pierre; Rochwert-Zuili, Patricia; Thieulin-Pardo, Hèléne (coord..) – Histoires, femmes, pouvoirs: Péninsule ibérique (IXe-XVe siècle) : mélanges offerts au professeur Georges Martin. Paris : Classiques Garnier, 2018, pp. 159-199

GARCÍA DE LA BORBOLLA, Ángeles. “Santo Domingo de Silos, el santo de la frontera. La imagen de la santidad a partir de las fuentes hagiográficas castellano-leonesas del siglo XIII”, Anuario de Estudios Medievales, 31/1, 2001, pp. 127-145

GONZÁLEZ DE TEJADA. José, Historia de Santo Domingo de La Calzada, Abrahán de la Rioja, Madrid: Viuda de Melchor Álvarez, 1702.

PÉREZ-EMBID, Javier. Santos y milagros: la hagiografía medieval. Madrid: Síntesis, 2017.

ROQUE CABANES, Patricia. Tipología del milagro en los Miraculos Romançados de Pero Marín. Lleida: Universidad de Lleida, 2017. Degree Project

URÍA MAQUA, Isabel. “El que dizen de Silos que salva la frontera”, Revista de literatura medieval, 7, 1995, pp. 159-172

 

Trecho traduzido e modernizado

Estos son los miraculos romançados commo saco Santo Domingo los Cativos de Captividad. E fizo los escrivir Pero marin, monge del monesterio.

Como saco de Gradana a Pelayo

Era de mil e dozientos e setenta annos yazia um cativo em Granada que avia nonbre Pelayo, e yogo y quatro annos. E un sabado anoche quando al primo gallo vino Cafra la mora su sennora o yazia en la prision e mandol que metiesse vnas madexas a cozer. que fuessen cochas al domingo mannana. si non quel faria dar quarenta açotes. El catiuo coziendo las madexas dio un grant sospiro e dixo la mora por que sospirest agora. Dixo el Catiuo los cristianos en tal dia como eras domingo auemos alegria e non labramos. e si agora fues en mi tierra. non cozería madcxas. e abria folgura. Dixo la mora fide perro. quando esta caldera fuere en tu tierra. enton,;e yras tu alla. Dixo el catiuo e quando ella fuereyre yo. dixo la mora si. mas tu alla nunqua yras e si las madexas eras mannana non fueren cozidas el mal dia todo sera tuyo. Et la mora fues a echar. E o cativo acendeu o fogo canto el primero gallo e entro muy grant claridat por la casa e el catiuo ouo grant miedo. e acomendosse a dios. e a santo domingo. Et dixo una boz: fijo. vete andar. que dios te a fecha mucha merçet. Dixo el catiuo e qui sodes vos. Dixo la boz. yo so Santo domingo. toma essa caldera e lieua la ala mi casa. cala quiero para mi. Tomo el catiuo la caldera e dexo las madexas çerca del fuego e sallio en pos la claridat e fallo la puerta del corral abierta e las puertas dela villa. e quanto duro la noche. nunqua se quito la claridat del. fatal dia. que fue en tierra de cristianos. aduxo la caldera al monesterio e esta ala cabeca/ 23v del Cuerpo santo e tienen enella agua benita.

Estes são os milagres romanceados de como Santo Domingo retirou os Cativos da prisão.

E atribuiu a Pero Marin, monge do monastério a tarefa de escrevê-los.

Como Retirou de Granada Pelayo de Gradana. Era de mil e duzentos e setenta anos, encontrava-se um cativo em Granada que tinha nome Pelayo, e jazia por quatro anos. E em um sábado a noite quando cantou o primeiro galo veio a moura cafra, senhora que o mantinha na prisão e mandou que colocasse umas madeixas para cozinhar para que fossem torcidas no domingo de manhã, caso contrário ele receberia quarenta açoites. O cativo fervendo as madeixas deu um grande suspiro e a moura perguntou: porque susupiras agora? Disse o Cativo que os cristãos em tal dia, domingo, ficavam alegres e não trabalhavam, e que se agora estivesse em minha terra não ferveria madeixas e sim tiraria folga. A moura disse filho de uma cadela, quando esta caldeira estiver na sua terra então farás do modo de lá. Disse o cativo que sim, mas a moura disse que ele nunca iria para lá e se as madeixas não fossem fervidas amanhã ele teria um péssimo dia. E a moura foi deitar. E o cativo acendeu o fogo no primeiro canto do galo e entrou fortíssima claridade pela casa e o cativo teve grande medo e orou a Deus e a santo Domingo. E disse uma voz: filho vá andar que Deus deu a você muita mercê. Disse o cativo e quem sois vós? Disse a voz eu sou Santo Domingo toma essa caldera e a leve para a minha casa porque a quero para mim. Tomou o cativo a caldeira e deixou as madeixas próximas do fogo e saiu seguindo a claridade e encontrou a porta do curral aberta e também as portas da villa. E enquanto durou a noite nunca a claridade se afastou dele. No dia fatal que chegou na terra dos cristãos levou a caldera ao monastério e esta à cabeça/ 23v do Corpo santo e oferecem nela água benta.

 
Autor: Atribuído a Pero Marín.

Nome da obra: Miraculos Romançados .

Data: século XIII

Lugar de composição ou impressão: Santo Domingo de Silos, Burgos, Espanha.

 
 

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