Adeline Rucquoi
4 de setembro de 2019
Flos Sanctorum
9 de setembro de 2019

Livro do Bom Amor / Libro de Buen Amor

 


Verbete

JUAN RUIZ, Arcipreste de Hita. El Libro de buen amor [manuscrito], 1368.
 

O Livro do Bom Amor de Juan Ruiz, Arcipreste de Hita, é um poema conservado em três manuscritos, do qual, possivelmente, existiram duas versões: a primeira, de 1330 e a segunda, de 1343. A maior parte está escrita em Cuaderna vía, em estrofes de quatro versos com catorze sílabas cada um. Após uma série de estrofes que servem de prólogo, passa-se a uma falsa autobiografia, em que o autor nos relata seus numerosos fracassos amorosos. Entre os episódios intercalam-se um total de 33 contos, embora não haja concordância entre os críticos a respeito deste número.

A escassez de dados externos seguros acabou por restringir a pesquisa sobre o autor a própria obra, um recurso perigoso, mais ainda, no caso de um livro estruturado em torno da primeira pessoa. Em duas ocasiões, estrofes 19 e 575, identifica-se um tal de Juan Ruiz, arcipreste de Hita, com o criador do livro. Descartada a segunda estrofe (575ab), que, por suas anomalias métricas e razões de crítica textual, pode ser considerada interpolação do copista sobre a estrofe anterior, nos resta a primeira situada no âmbito prologal, afastada da trama fictícia: “E porque de todo bem é começo e raiz / a Virgem Santa Maria, por isso eu Juan Ruiz, Arcipreste de Hita, fiz primeiro dela/ cantar dos sete gozos, que diz assim”. Embora possa ser um pseudônimo ou um gracejo, hipóteses não demonstráveis, os esforços têm sido dirigidos para localizá-lo, tarefa difícil por tratar-se de um nome muito comum, com numerosas variantes documentais, tanto em romance como em latim (Johannes Roderici). Descartadas várias hipóteses, a identificação mais confiável leva-nos a um “venerabilis Johannes Roderici archipresbiter de Fita”, que assina como testemunha em um processo entre o arcebispado de Toledo e os párocos de Madri em 1330. Neste Juan Ruiz, arcipreste de Hita, nome e posição coincidem em uma data e um contexto histórico-geográfico adequado para supô-lo o autor da obra.

Na ausência de novos dados, podemos apontar que o Livro do Bom Amor deve-se a pena de um arcipreste de Hita, que o escreveu no primeiro terço do século XIV, coincidindo com o reinado de Afonso XI (1312 -1350). O acesso ao arciprestado requeria uma sólida formação, que explicaria sua familiaridade com as artes liberais e com o direito civil e canônico, como se deduz de episódios específicos (321-371).

Juan Ruiz compõe seu livro para mostrar diferentes formas de amor, desde o "louco" até o "de Deus", mas também para "dar alguma lição e exemplo de metrificar e de rimar e de trovar; porque trovas e notas e rimas e ditados e versos fiz adequadamente, segundo o que esta ciência requer” (p. 11; 1513a, 1514, 1634). Sua obra é um “livrete de cantares” (12c) em que experimenta diversos recursos métricos, populares e cultos, muitos dos quais não chegaram até nós, ou por terem se perdido ou por nunca terem sido escritos (1513-1514). Reconhecemos a mesma variedade de métricas na ampla amostra de gêneros que ele emprega (o sermão universitário, a épica burlesca, o exemplum, as pastorelas, as orações litúrgicas ou as fábulas), uma grande parte tratada de maneira paródica, o que força ao leitor conhecer os referentes seriotos para apreciar a burla.

A obra inicia-se com algumas matérias introdutórias (1-76), em dupla vertente, religiosa (invocação, prólogo em prosa ou acessos e orações) e secular (exemplum "Dos gregos e dos romanos" e discurso sobre a natureza humana). Encerra-se com uma citação de Aristóteles (71-76), usada como "autoridade" para indicar a necessidade de "haver junção com a fêmea agradável" (71d), o que virtualmente isenta o homem da responsabilidade moral, embora o argumento coincida com o aristotelismo heterodoxo, originado dos Comentários de Averróis (1126-1198) no De anima, em consonância com o que foi ensinado desde meados do século XIII na Universidade de Paris. A partir da estrofe 77 dá-se início a uma falsa autobiografia amorosa que revela os reveses contínuos do protagonista em seus assédios a sucessivas donas, inevitáveis para ele, por ter nascido sob o signo de Vênus. Esta primeira série é interrompida pela luta alegórica travada com Dom Amor (181-576), cuja surpreendente, mas não desconhecida, figura de homem "grande, bonito, comedido" (181c), se afasta da iconografia clássica do menino Cupido. A diatribe torna-se uma ars amandi em que Dom Amor o aconselha a escolher um tipo de mulher ideal (430-435), procurar uma mensageira (436-443) para evitar fracassos como ocorreu com a padeira Cruz (121-122) e seguir regras de conduta como não ser preguiçoso e evitar a bebida. A segunda série começa com um episódio de extensão anormal (576-891), cujos personagens são identificados com nomes de vegetais jocosos, Dom Melão, Dona Ameixa ou Dona Ramada; graças à boa interferência do Trotaconventos alcançam um final feliz ( "Dona Ameixa e Dom Melão se casam" 891a), o que o protagonista desvinculará de sua pessoa ( "Entende bem a minha história do casamento da ameixa: / disse-a par dar exemplo, mas não porque me agrada" 909ab).

Novos fracassos levarão o Arcipreste às montanhas, onde em uma clara inversão paródica será perseguido por montesinas, algumas delas, como Dona Alda (1010-1020), antítese da mulher ideal; segundo o retrato que Trotaconventos fará depois do Arcipreste (1485). -1489). Um novo episódio alegórico (1067-1314), marcado pelo calendário litúrgico, confronta Dom Carnal com Dona Quaresma e converge, após a confissão e penitência do primeiro, em sua entrada triunfal com Dom Amor na cidade. A terceira e última série de aventuras amorosas inclui o cortejo da monja Dona Garoça (1332-1507), no qual a protagonista, graças a Trotaconventos, pode obter o que desejava (“Como faz vir o falcão para a isca, / assim foi Dona Urraca para o rincão” 942ab), porém a monja “morreu em poucos dias” (943c). A morte da vela medianeira (1518-1578) anuncia o encerramento do ciclo, seguido, novamente, de orações e reflexões com função de epílogo.

Em suma, o exórdio e o epílogo encerram uma ficção autobiográfica construída em torno de quatorze aventuras unidas por uma autobiografia fictícia. Esse "eu" protagonista, que não deve ser identificado com o autor, torna-se um fio condutor, apenas parcialmente obscurecido em alguns momentos, como o episódio citado de Dom Melão e Dona Ameixa, a batalha de Dom Carnal e Dona Quaresma ou os contos inseridos. A autobiografia consolida a unidade, a comicidade, ao atribuir os fracassos para o protagonista, e o valor didático, porque seus ensinamentos são reforçados por serem ditados a partir da experiência. A origem do recurso originou um inesgotável debate entre possíveis modelos orientais ou ocidentais, que ultimamente parece inclinar-se para a rica tradição da literatura latina medieval de âmbito escolar, que incluiria desde comédias elegíacas, como o Pamphilus de amore ou o De vetula, até manuais de educação, como o Facetus, o qual coincide em considerar o aprendizado amoroso como parte da boa criação.

A alternância de sequências narrativas, digressões moralizantes e advertências sobre a intenção constitui outra característica da obra, uma vez que o autor sugere insistentemente diversas possibilidades interpretativas (65b, 986cd, 1631c). Essa variedade hermenêutica repousa sobre o leitor ou ouvinte, que tem em suas mãos a opção de extrair alguns tons ou outros, como o livro indica, convertido em um instrumento musical metafórico: De todos os instrumentos eu, livro, sou parente: / bom ou mau, quais pontos ('tocares'), tal direi certamente, / o que você quiser dizer, e aponte, e tente, / se você souber me apontar, você sempre me terá em mente "(70). Novamente no final do livro, em duas estrofes (1631-1632) que evocam a memória de Alexandre (1956-1957), o Arcebispo despede-se apontando a necessidade de glosar ou comentar o sentido oculto:

Fiz o pequeno livro de texto, mais a glosa / não acho que seja menina, antes que seja muito grande prosa ('poema'), / que sobre ('acerca de') cada fala se entende outra coisa / sem ('ademais de' ) a que se alega na razão formosa.// De muita santidade torna-se grande o breviário ('missal'), / mas de jogo e de brincadeira é menino breviário / / assim faço ponto e fecho meu armário ('biblioteca' ): / se a vós menina fala, consolo e remédio ('doce preparado') (1631-1632).

Têm-se discutido muito sobre o significado moral do livro. Para alguns estudiosos, Juan Ruiz é um hipócrita que esconde sob propósitos morais uma obra dedicada a exaltar o amor louco do mundo, sensual e desonesto. Outros pensam que a intenção moral é sincera, embora se disfarce de zombaria e vaidade do amor mundano com uma finalidade satírica ou exemplar. Em suma, o Livro do Bom Amor consegue nos fazer ver o bom amor divino e o bom amor humano, e é o leitor ou o ouvinte o encarregado de selecionar os tons que melhor atendem a seus interesses.

El Libro de buen amor de Juan Ruiz, Arcipreste de Hita, es un poema conservado en tres manuscritos, del que parece ser que existieron dos versiones: la primera, de 1330 y la segunda, de 1343. La mayor parte está escrito en «cuaderna vía», estrofa de cuatro versos de catorce sílabas cada uno. Tras una serie de estrofas que sirven de prólogo, se da paso a una falsa autobiografía, en la que el autor nos relata sus numerosos fracasos amorosos. Entre los episodios se intercalan un total de 33 cuentos, aunque la concordancia en la cifra no sea completa entre los críticos.

La escasez de datos externos seguros ha obligado a buscar al autor en la propia obra, recurso peligroso y más tratándose de un libro vertebrado en torno a la primera persona. En dos ocasiones, estrofas 19 y 575, se identifica a un tal Juan Ruiz, arcipreste de Hita, con el creador del libro. Descartada la segunda estrofa (575ab), que, por sus anomalías métricas y razones de crítica textual, puede considerarse interpolación del copista creada sobre la anterior, nos queda la primera situada en el entorno prologal, fuera de la trama ficticia: “E porque de todo bien es comienço e raíz/ la Virgen Santa María, por ende yo, Joan Roiz,/ Açipreste de Fita, d’ella primero fiz/ cantar de los sus gozos siete, que ansí diz” (19). Pese a que pudiera ser un seudónimo o una broma, hipótesis indemostrables, los esfuerzos se han dirigido a localizarlo, tarea difícil por tratarse de un nombre muy común, con numerosas variantes documentales, tanto en romance como en latín (Johannes Roderici). Descartadas varias hipótesis, la identificación más fiable nos conduce hacia un “venerabilis Johannes Roderici archipresbiter de Fita”, que firma como testigo en un pleito entre el arzobispado de Toledo y los párrocos de Madrid en 1330. En este Juan Ruiz, arcipreste de Hita, nombre y cargo coinciden en una fecha y un contexto histórico-geográfico adecuados para suponerle el autor de la obra.

A falta de nuevos datos podemos apuntar que el Libro de buen amor se debe a la pluma de un arcipreste de Hita, quien lo escribió en el primer tercio del siglo xiv, coincidiendo con el reinado de Alfonso XI (1312-1350). El acceso al arciprestazgo requería una sólida formación, que explicaría su familiaridad con las artes liberales y con el derecho civil y canónico, como se deduce de episodios concretos (321-371).

Juan Ruiz compone su libro para mostrar diferentes formas de amor, desde el “loco” hasta el “de Dios”, pero también para “dar algunos leción e muestra de metrificar e rimar e de trobar; ca trobas e notas e rimas e ditados e versos fiz conplidamente, segund que esta ciencia requiere” (p. 11; 1513a, 1514, 1634). Su obra es un “librete de cantares” (12c) en el que experimenta diversos recursos métricos, populares y cultos, muchos de los cuales no han llegado hasta nosotros, bien por haberse perdido (80, 103-104, 122…) o bien por no haberse puesto nunca por escrito (1513-1514). La misma variedad de la métrica la reconocemos en el amplio muestrario de géneros que despliega (el sermón universitario, la épica burlesca, el exemplum, las pastorelas, las oraciones litúrgicas o las fábulas), una gran parte tratados de forma paródica, lo que obliga al lector a conocer los referentes serios para apreciar la burla.

La obra se inicia con unos materiales introductorios (1-76), en su doble vertiente, religiosa (invocación, prólogo en prosa o accessus y oraciones) y seglar (exemplum de “Los griegos y los romanos” y discurso sobre la naturaleza humana). Se cierra con una cita de Aristóteles (71-76), usada como “autoridad” para señalar la necesidad de “aver juntamiento con fenbra plazentera” (71d), lo que virtualmente exime al hombre de responsabilidad moral, si bien el argumento coincide con el aristotelismo heterodoxo, originado en los Comentarios de Averroes (1126-1198) al De anima, en la línea de lo que se enseñaba desde mediados del XIII en la Universidad de París. A partir de la estrofa 77 comienza una falsa autobiografía amorosa que muestra los continuos descalabros del protagonista en sus asedios a sucesivas dueñas, para él ineludibles por haber nacido bajo el signo de Venus. Esta primera serie se interrumpe por la pelea alegórica entablada con don Amor (181-576), cuya sorprendente, pero no desconocida, figura de hombre “grande, hermoso, mesurado” (181c), se aleja de la iconografía clásica del niño Cupido. La diatriba se convierte en un ars amandi en el que don Amor le aconseja seleccionar un tipo de mujer ideal (430-435), buscar una mensajera (436-443) para evitar fracasos como el ocurrido con la panadera Cruz (121-122) y seguir normas de conducta como no ser perezoso y evitar la bebida. La segunda serie se inicia con un episodio de anómala extensión (576-891), cuyos personajes se identifican con jocosos nombres vegetales, don Melón, doña Endrina o doña Rama; gracias a los buenos oficios de Trotaconventos, alcanza un final feliz (“Doña Endrina e don Melón en uno casados son” 891a), que el protagonista desvinculará de su persona (“Entiende bien mi estoria de la fija del endrino:/ díxela por te dar ensienplo, mas non porque a mí avino”, 909ab).

Nuevos fracasos conducirán al Arcipreste hasta la sierra, donde en clara inversión paródica será perseguido por unas serranas, alguna de ellas, como doña Alda (1010-1020), antítesis de la mujer ideal, próxima al retrato que Trotaconventos hará luego del Arcipreste (1485-1489). Un nuevo episodio alegórico (1067-1314), marcado por el calendario litúrgico, enfrenta a don Carnal con doña Cuaresma y confluye, tras la confesión y penitencia del primero, en su entrada triunfal con don Amor en la ciudad. La tercera y última serie de aventuras amorosas incluye el cortejo de la monja doña Garoça (1332-1507), en el que el protagonista, gracias a Trotaconventos, pudo obtener lo deseado (“Como faze venir el señuelo al falcón,/así fizo venir Urraca la dueña al rincón” 942ab), pero la monja “murió a pocos días” (943c). La muerte de la vieja medianera (1518-1578) anuncia el cierre del ciclo, al que seguirán de nuevo oraciones y reflexiones con función de epílogo.

En resumen, el exordio y el epílogo encierran una ficción autobiográfica construida en torno a catorce aventuras, y engarzadas por una ficticia autobiografía. Ese “yo” protagonista, que no cabe identificar con el autor, se convierte en hilo conductor, solo parcialmente oscurecido en algunos momentos, como el citado episodio de don Melón y doña Endrina, la batalla de don Carnal y doña Cuaresma o los cuentos insertados. La autobiografía consolida la unidad, la comicidad, al recaer los fracasos sobre el protagonista, y el valor didáctico, pues sus enseñanzas se refuerzan al estar dictadas desde la experiencia. El origen del recurso ha originado un debate inagotable entre posibles modelos orientales u occidentales, que últimamente parece inclinarse hacia la rica tradición de la literatura latina medieval de ámbito escolar, que abarcaría desde comedias elegíacas, como el Pamphilus de amore o el De vetula, hasta manuales de educación, como el Facetus, con el que coincide en considerar el aprendizaje amoroso como parte de la buena crianza.

La alternancia de secuencias narrativas, digresiones moralizantes y advertencias sobre su intención constituye otro de los rasgos de la obra, pues el autor sugiere con insistencia diversas posibilidades interpretativas (65b, 986cd, 1631c). Esa variedad hermenéutica descansa en el lector u oyente, quien tiene en sus manos la opción de extraer unos tonos u otros, como señala el libro, convertido en un instrumento musical metafórico: “De todos instrumentos yo, libro, só pariente:/ bien o mal, cual puntares (‘tocares’), tal diré ciertamente;/ cual tú dezir quisieres, y faz punto, y tente;/ si me puntar sopieres, siempre me avrás en miente” (70). De nuevo al final del libro, en dos estrofas (1631-1632) que evocan el recuerdo del Alexandre (1956-1957), el Arcipreste se despide señalando la necesidad de glosar o comentar el sentido oculto:

Fizvos pequeño libro de testo, mas la glosa/ non creo que es chica, ante es bien grand prosa (‘poema’),/ que sobre (‘acerca de’) cada fabla se entiende otra cosa/ sin (‘además de’) la que se alega en la razón fermosa.// De la santidat mucha es bien grand licionario (‘misal’),/ mas de juego e de burla es chico brevïario;/ por ende fago punto e cierro mi almario (‘biblioteca’):/ séavos chica fabla, solaz e letüario (‘preparado dulce’) (1631-1632).

Se ha discutido mucho acerca del sentido moral del Libro. Para algunos estudiosos, Juan Ruiz es un hipócrita que encubre bajo propósitos morales una obra dedicada a exaltar el loco amor del mundo, sensual y deshonesto. Otros piensan que la intención moral es sincera, aunque se disfraza de burlas y vanidades de amor mundano con una finalidad satírica o ejemplarizante. En resumen, el Libro de buen amor consigue hacernos ver el buen amor divino y el buen amor humano, y es el lector o el oyente el encargado de seleccionar los tonos más adecuados a sus intereses.
 
Palavras-chave: Juan Ruiz; Poesia do XIV; Mester de clerezia; Amor Bom; Amor de Deus; Amor Humano; Humor.
Palabras clave: Juan Ruiz; Poesía del XIV; Mester de clerecía; Buen amor; Amor de Dios; Amor humano; Humor.
María Jesús Ducay Lacarra

Universidad de Zaragoza
 
 

Edições modernas

RUIZ, Juan (Arcipreste de Hita). Libro de buen amor. Edición facsímil del manuscrito Gayoso (1389) propiedad de la Real Academia Española. Alicante : Biblioteca Virtual Miguel de Cervantes, 2012.
 
 

Trecho traduzido e modernizado

Eres tal como o lobo, esconde o que fazes,

sente falta dos outros no lodo em que jazes,

eres mau inimigo a todos que te aprazem

falas com muita simplicidade porque muitos envolve

(última estrofe da página)
 
Autor: Juan Ruiz, Arcipreste de Hita.

Nome da obra: El libro de buen amor [Manuscrito].

Data: 1368.

Imagens: Biblioteca Nacional de España.

 

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