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28 de setembro de 2020
Historia de Alejandro Magno de Quinto Curcio
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19 de outubro de 2020

Libro declarante o Libro de las tres creencias

Libro declarante o Libro de las tres creencias
 


Verbete

Abner de Burgos conocido como Alfonso de Valladolid. Século XIV.
 
Esta obra foi difundida com diferentes títulos: Libro de las tres creencias (o las tres gracias); Libro declarante; Declaración del Credo, Camino de la verdad, etc. No entanto, em nenhum dos manuscritos figura o nome exato do autor. Essa circunstância fez com que surgissem diferentes teorias sobre a autoria da obra; uma delas é a atribuição hipotética ao frei mercedário Pedro Pascual (finais do século XIII). Por outro lado, há pesquisadores, como Menéndez Pidal, que sustentam que o Libro declarante foi escrito por Abner de Burgos com base nas atribuições textuais e extratextuais que se encontram nos manuscritos B (Ms H-iii-3 da ,Biblioteca de San Lorenzo de El Escorial, e C da ,Biblioteca Nacional de Madrid ,MS 9302), ainda que seja mais provável que o autor tenha sido o converso Alfonso de Valladolid (s. XIV).

O texto apresenta-se como um extenso sermão destinado a provar, por meio do comentário do Símbolo Apostólico, a defesa dos dogmas cristãos (o Messias, a Trindade, a Encarnação, os sacramentos, e a divindade de Jesus) frente às abordagens e objeções dos judeus e, em menor medida, dos muçulmanos. Esse tipo de argumento faz com que a obra seja uma comparação das três religiões monoteístas a partir de textos citados em latim, castelhano e hebraico traduzido.

A ideia inicial, como ponto de partida, é o Credo, como ocorre com a ,Explanatio symboli apostolorum, de Ramón Martí, escrita no ano de 1257, de um ,Capistrum iudaeorum, composto dez anos depois. Esse Credo é composto de doze artigos, cada um deles formulado por um dos doze apóstolos, testemunhas muito confiáveis pelo seu dom das línguas, por sua santidade e capacidade para realizar milagres. O conteúdo de cada um desses artigos é confirmado por referências do Antigo Testamento, principalmente do Saltério, e das profecias de Isaías, Jeremias e Zacarias, embora existam alguns textos de Ezequiel, do Êxodo e do Cântico dos Cânticos. Todas essas citações são apresentadas em versão trilíngue: hebraico (traduzido em caracteres latinos), latim e castelhano. Esses artigos são sempre confrontados aos argumentos e objeções postos pelos judeus e muçulmanos. Em suma, o tratamento dos quatro primeiros pontos da argumentação (Eloym entendido como uma pluralidade; Cristo, filho de Deus, Cristo concebido pelo Espírito Santo; Cristo crucificado, morto e sepultado) é muito mais extenso do que os restantes.

Após o comentário do Credo, o tratado oferece outros argumentos complementares: uma demonstração de que Deus é trindade; uma resposta a três objeções judaicas relativas ao Messias, pela qual se demonstra que o Messias é filho de Deus, que já veio e que trouxe uma nova Lei; uma exposição dos sacramentos cristãos (o batismo, a unção e a eucaristia) e, finalmente, algumas especificações relativas à ideia da Encarnação, nas quais se coloca em relevo a humildade de Cisto ao assumir a forma humana, enquanto se exalta a pureza da Virgem Maria.

Embora o tratado comece com um reconhecimento de que o judaísmo, islamismo e cristianismo compartilham a crença em um só Deus, imediatamente afirma que a autêntica Lei divina é uma só. Para justificá-lo, utiliza passagens da Bíblia hebraica, a que se refere como “a santa lei”, que determina como sagrada, santa e verdadeira para todas as religiões.

A partir dessas premissas, todo o desenvolvimento do texto tem uma orientação marcadamente antissemita e apenas secundariamente antimuçulmana. De fato, as citações do Antigo Testamento são constantes, ao passo que o Alcorão só é invocado em uma ocasião, precisamente para confirmar a ideia de que Maria concebeu do Espírito Santo de Deus, embora os muçulmanos neguem que Cristo seja filho de Deus e que tenha morrido na Cruz.

A intenção do Libro declarante, segundo indica o próprio autor, é a de “testificar” que só existe uma única fé, utilizando quarenta e cinco provas da Bíblia. O autor usa como base para provar suas asserções o fato de que a fé islâmica, a judaica e a cristã são monoteístas. Segundo o autor: Quer vos provar cada verso desta ciência que disseram com quatro e cinco provas da santa lei que o nosso senhor deus nos enviou com Moisés e com todos os outros santos profetas que todos vós, cristãos, mouros e judeus outorgardes que é santa e verdadeira, na qual mentira não há. (2v, MS P.iii.21).

É uma declaração extensa e detalhada das razões pelas quais Jesus de Nazaré é a resposta às profecias da Bíblia, e não uma exposição das diferenças litúrgicas e canônicas entre o Islã, o judaísmo e o cristianismo, como declara o autor. Ao longo da obra, enumera as razões pelas quais, de acordo com seu critério, o povo judeu deve renunciar a “sua obstinação e cegueira” e aceitar o Messias dos cristãos como seu verdadeiro salvador.

Utiliza estratégias que geralmente seguem o estilo das novas estratégias retóricas antijudaicas que começaram a se ampliar pela Península Ibérica após a Disputa de Barcelona e que se popularizariam no século XIII com a publicação do Pugio Fidei Christianaei, escrita em latim e hebraico pelo dominicano hebraísta Raimundo Martí, uma das obras polêmicas cristãs mais extensas e sofisticadas que se escreveu na Idade Média e que inclui citações talmúdicas e rabínicas.

Em conclusão, todos os argumentos da obra pretendem convencer a sua audiência de que a fé cristã é a única fé herdeira da tradição abraâmica e que Jesus é a resposta às profecias dos profetas. Pretendia demonstrar à população judaica que o cristianismo era “a fé verdadeira”. Com efeito, os conversos começaram a usar o seu conhecimento dos argumentos existentes nos livros sagrados do judaísmo, como o Talmud ou o Midrás, para justificar sua nova fé sob a infraestrutura da tradição polemista apologética de Adversus Iudaeos.
Esta obra ha sido transmitida con diferentes títulos: Libro de las tres creencias (o las tres gracias); Libro declarante; Declaración del Credo, Camino de la verdad etc. No obstante, en ninguno de los manuscritos figura el nombre exacto del autor. Esta circunstancia provocó que surgieran diferentes teorias sobre la autoria de la obra; una de ellas es la atribución hipotética de la obra al fraile mercedario Pedro Pascual (fines del siglo XIII). Por otro lado, hay investigadores, como Menéndez Pidal, que mantienen que el Libro declarante fue escrito por Abner de Burgos basándose en las atribuciones textuales y extratextuales que se encuentran en los Mss B (Ms H-iii-3 de la Biblioteca de San Lorenzo de El Escorial y C de la Biblioteca Nacional de Madrid MS 9302) bien, con más probabilidad, hace que el autor fuera el converso Alfonso de Valladolid (s. XIV).

El texto se presenta como un extenso sermón destinado a probar, a través del comentario del Símbolo Apostólico, la defensa de los dogmas cristianos (el Mesías, la Trinidad, la Encarnación, los sacramentos, y la divinidad de Jesús) frente a los planteamientos y las objeciones de los judíos y, en menor medida, de los musulmanes. Este tipo de argumento hace que la obra sea una comparación de las tres religiones monoteístas a partir de textos citados en latín, castellano y hebreo transliterado.

La idea inicial como punto de partida es el Credo, como ocurre con la Explanatio symboli apostolorum de Ramón Martí, escrita en el año 1257, de un Capistrum iudaeorum, compuesto diez años después. Este Credo consta de doce artículos, cada uno de ellos formulado por uno de los doce apóstoles, testimonios muy fiables por su don de lenguas, su santidad y su capacidad para obrar los milagros. El contenido de cada uno de estos artículos es confirmado mediante citas del Antiguo Testamento, principalmente del Salterio, y las profecías de Isaías, Jeremías y Zacarías, aunque hay algunos textos que se toman de Ezequiel, el Éxodo y el Cantar de los Cantares. Todas estas citas se se ofrecen en versión trilingüe: hebreo (transliterado en caracteres latinos), latín y castellano. Estos artículos siempre se van confrontado con los argumentos y objeciones que plantean los judíos y los musulmanes. Con todo, el tratamiento de los cuatro primeros puntos de la argumentación: Eloym entendido como una pluralidade; Cristo hijo de Dios, Cristo concebido por el Espíritu Santo; Cristo crucificado, muerto y sepultado) es mucho más extenso que los restantes.

Después del comentario del Credo, el tratado ofrece otros argumentos complementarios: una demostración de que Dios es trinidad; una respuesta a tres objeciones judías relativas al Mesías, por la que se demuestra que el Mesías es hijo de Dios, que ya ha llegado y que ha traído una nueva Ley; una exposición de los sacramentos cristianos (el bautismo, la unción y la eucaristía) y, finalmente, algunas precisiones relativas a la idea de la Encarnación, en las que se pone en valor la humildad de Cristo al asumir la forma humana, a la vez que se ensalza la pureza de la Virgen María.

Aunque el tratado comienza con un reconocimiento de que judaísmo, islam y cristianismo comparten la creencia en un solo dios, inmediatamente se afirma que la auténtica Ley divina es una sola. Para justificarlo utiliza pasajes de la Biblia hebrea, a la que se refiere como “la santa ley”, que determina como sagrada, santa y verdadera para todas las religiones.

A partir de estas premisas, todo el desarrollo tiene una orientación marcadamente antisemita y sólo secundariamente antimusulmana. De hecho, las citas en hebreo del Antiguo Testamento son constantes, mientras que el Corán sólo es invocado en una ocasión, precisamente para confirmar la idea de que María concibió del Espíritu de Dios, si bien los musulmanes niegan que Cristo sea hijo de Dios y que haya muerto en la cruz.

La intención del Libro declarante, según lo indica el propio autor, es un intento de “testificar” que sólo existe una sola fe utilizando cuarenta y cinco pruebas de la Biblia. El autor usa como plataforma para probar sus aserciones el hecho de que la fe islámica, la judía y la cristiana son monoteistas. Según el autor: Quiero vos prouar cada vierso desta sciencia que eillos dixieron con .iiij. et .v. prueuas de la sancta ley que el nuestro seynor dios nos jmbio con moysen et con los otros todos sanctos prophatas [sic] que todos vos xpistianos moros et judios otorgades que es sancta et verdadera en la quoal mentira no a. (2v, MS P.iii.21).

Es una declaración extensa y detallada de las razones por las que Jesús de Nazaret es la respuesta a las profecías de la Biblia y no una exposición de las diferencias litúrgicas y canónicas entre el islam, el judaísmo y el cristianismo, como declara el autor. A través de la obra enumera las razones por las que, de acuerdo a su criterio, el pueblo judío debe renunciar a “su obstinación y ceguera” y aceptar al Mesías de los cristianos como su verdadero salvador.

Utiliza estrategias que generalmente siguen el estilo de las nuevas estrategias retóricas antijudaicas que se comenzaron a extender por la Península Ibérica después de la Disputación de Barcelona y que se harían populares en el siglo XIII con la publicación del Pugio Fidei Christianae, escrita en latín y hebreo por el dominico hebraista Raimundo Martí, una de las obras de polémica cristiana más extensas y sofisticadas que se escribe en la Edad Media y que incluye citas talmúdicas y rabínicas.

En conclusión, todos los argumentos de la obra quieren convencer a su audiencia de que la fe cristiana es la única fe heredera de la tradición abrahámica y que Jesús es la respuesta a las profecías de los profetas. Había que demostrar a la población judía de que el cristianismo era “la fe verdadera”. De hecho, los conversos comienzan a usar su conocimiento de los argumentos que existen en los libros sagrados del judaísmo, como el Talmud o el Midrás, para justificar su nueva fe bajo la infraestructura de la tradición polemista apologética de Adversus Iudaeos.
 
Palavras-chave: Sermones- Religiones-Doctrinal-Alfonso de Valladolid-Siglo XIV.
Palabras-clave: Sermones- Religiones-Doctrinal-Alfonso de Valladolid-Siglo XIV.
Manuel Ortuño Arregui

Instituto Supetior de Ciencias y Educación (CUISCE). Facultad de Humanidades y Ciencias Religiosas de la Universidad Nacional de Guinea Ecuatorial
 
 

Edições modernas

Carpenter, Dwayne E., Text and concordance of Libro de las tres creencias, Biblioteca Nacional de Madrid Ms 9302, Madison: Hispanic Seminary of Medeival Studies, 1993.

Herrera Guillén, Rafael, Alfonso de Valladolid. Libro de las tres creencias (edición digital para la Biblioteca Saavedra Fajardo, según el Ms. Madrid BN 9302), 2004.

Mills, Vivian, Estudio y transcripción del Libro declarante atribuido a Abner de Burgos (MS Escorial P-ii-21). Diss. Univ. of South-Florida, 2014. (según el manuscrito Ms. El Escorial P-III-21).


Ripamonti, Fabio, “Libro de las tres creencias. Testo critico”. (s.l. s.d.).

 

Transcrição do Prólogo

Mas provemos com Daniel que disse: “delinxoach cados oada sin balaçes xicud maxomem” E em latim significa: “cum benerit sanctos sanctorum sesabit vnçion vestra,” que quer dizer: “ quando vier o santo dos santos, cessará a vossa unção” em que nos mostra que vossa unção é tirada se decides não mostrar a unção que possuis. E provemos com Jeremias e com Isaías que disseram que quando viesse este Messias, o Salvador, que estes seriam os sinais de sua verdade: que se abririam os olhos dos cegos e o ouvido dos surdos e que se curassem os aleijados e os endemoniados e que ressuscitassem os mortos por sua palavra, tais sinais saibas que todos foram feitos a nosso Senhor Jesus Cristo, Filho de Deus e da Virgem que já foi provado que é Messias o salvador, que nos ajude a redimir e a salvar. O que prova que assim que passou aquele prazo e aqueles sinais que vos ensinaram estes quatro profetas supracitados, veio o salvador, e se dizes que não, vós mesmos e vossos sábios desmentem a vossa lei e vossos profetas.
 
Autor: Abner de Burgos conocido como Alfonso de Valladolid.

Nome da obra: Libro declarante o Libro de las tres creencias .

Data: Século XIV

Imagens: Biblioteca Nacional de España. Ms. 9302. [fol. 38r].

 

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