Barlaam y Josafat
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27 de outubro de 2020
Sermones de Santo Martino de León
Sermões de São Martinho de Leão / Sermones de Santo Martino de León
16 de novembro de 2020

Confesional del Tostado

 


Verbete

Alfonso Fernández de Madrigal. Confesional. ca. 1440.
 
O célebre Alfonso Fernández de Madrigal, o Tostado († 1455), escreveu um breve tratado como guia para a realização de uma confissão sacramental correta conhecido como Confesional. Até onde há conhecimento, uma versão manuscrita está conservada na Biblioteca Nacional da Espanha (Mss/4183) e múltiplas edições impressas até a metade do século XVI. O manuscrito e o exemplar mais antigo embora não seja o original, já que se trata de uma cópia feita em 1472 pelo célebre nobre e literato Pedro de Escavias, enquanto o Confessional de Alfonso de Madrigal deve ter sido escrito na década de 1440. Dada a proximidade de Escavias com a corte de João II de Castela e Henrique IV de Castela, pode-se supor que a cópia do confessional, que mandou o seu funcionário Bartolomé de Alcaraz fazer, possui muita similaridade com o original que escreveu Alfonso de Madrigal.

Foi notado que o Confesional foi escrito para a rainha Maria (esposa de João II de Castela), mas não há evidência explícita disso. É a intenção da obra, pois o próprio Tostado oferece ao seu trabalho: “A honra e louvor da santa trindade e informação e vantagem dos simples esta breve formação de confissão seja concluída”. A continuação, e em latim, está escrita: “Termina felizmente a breve fórmula das confissões do mestre em artes e teologia o bacharel Alfonso de Madrigal para a instrução dos grosseiros” (Biblioteca Nacional da Espanha, Mss/4183, fol. 64v). Isto é, estamos diante de um livro escrito para a instrução de pessoas simples e analfabetas (ainda que estivesse previsto que seria utilizado em sacerdotes confessores). Ele está de acordo com o estilo, pelo qual o autor se abstém de se gabar da erudição mediante o uso de citações ou disquisições escolásticas e escreve em língua vernacular. É um texto simples de se entender, apontando desde o começo os pecados e erros que devem ser confessados pelo penitente e quais, no futuro, devem-se evitar. Essa intencionalidade está também em sintonia com o espírito reformista de Alfonso de Madrigal, que defendia a superioridade da filosofia moral sobre as demais esferas do saber humano.

Apesar da sua simplicidade, é apreciada a maestria de Tostado (própria de um catedrático salmantino de teologia) sobretudo em sua sistematicidade e segurança na hora de tratar dos problemas morais. Se afasta, não obstante, do enciclopedismo de obras da mesma natureza, como as sumas de São Raimundo de Peñafort e Juan de Friburgo, ou o Livro das Confissões, de Martín Pérez. Se aproxima mais de outros textos mais simples como o confessionário elaborado a partir do livro mencionado de Martín Pérez, o Confessionale Defecerunt de Santo Antônio de Florença ou o Confessional de Pedro Díaz de la Costana. Porém, essas obras são mais prolixas e reúnem cânones penitenciais e algumas seções em latim, algo que Alfonso de Madrigal não faz. Nesse aspecto, o confessional de Madrigal se parece mais com obras como o livro da confissão de Medina de Pomar, mas é mais sistemático e de acordo com a alta teologia do que este último.

O Confesional apresenta outras semelhanças com os textos mencionados acima, como é a organização dos pecados e vícios segundo os seguintes critérios (na ordem): os sete pecados capitais, o decálogo, os cinco sentidos e as obras de misericórdia espirituais e corporais para terminar com os 40 pecados reservados aos bispos e os sete reservados ao Sumo Pontífice. Alfonso de Madrigal, porém, não inclui os pecados segundo os ofícios ou condições dos penitentes, como fazem os outros autores mencionados acima. No manuscrito da Biblioteca Nacional não está incluído o prólogo e capítulo inicial sobre os aspectos gerais da confissão que, antes de entrar a enumeração e descrição dos pecados e faltas, estão presentes nas edições impressas. É possível que estas adições também tenham sido obra de Alfonso de Madrigal (e que simplesmente não foram inseridos no manuscrito que pertencia a Pedro de Escavias) mas também é factível que tenham sido adicionados posteriormente.

É interessante, a este respeito, contrastar o manuscrito mencionado com as edições impressas posteriores, pois há mais diferenças. Algumas dessas edições indicam na mesma capa que o confessional foi “novamente alterado e corrigido”. Também são adicionados textos posteriores, como uma confissão geral ordenada por Hernando de Tavalera e a oração de adoração ao crucifixo escrita por Alfonso de Córdoba. Da mesma forma, ao explicit origina do manuscrito, se acrescenta que o tratado foi “tirado dos cânones e decretos da santa escrita” (edição de Fadrique da Basileia, em Burgo, 1500). De outra maneira, não são apreciadas em uma leitura geral diferenças além do estilo na linguagem ou na adição ou supressão de alguns termos redundantes ou adjetivos, assim como a mudança de algumas palavras pelo sinônimo (por exemplo, quando se fala do pecado a “acídia” e nas versões impressas se torna “preguiça”).

Sim, foi detectada uma diferença no conteúdo: a conversa sobre a luxúria diz que se todos os pecados relacionados a este pecado capital são grandes, é ainda maior quando ocorre entre solteiros (fornicação). Contudo, nas edições impressas se diz que, pelo contrário, é o pecado menor dentro do gênero. Tudo parece indicar que o copista da versão manuscrita cometeu um lapso. Não obstante, talvez seria interessante estudar a fundo a transmissão textual da obra de Madrigal. Felipe Pereda propõe que na crítica do autor ao culto às imagens há muitas coincidências com Wycliff para serem casuais. A esse respeito temo que considerar que Madrigal foi mestre de Pedro Martínez de Osma, sobre o qual exerceu uma grande influência, e que este recebeu uma censura eclesiástica por um tratado que escreveu sobre a confissão. Isto não prova que o Tostado defendia ideias heterodoxas, mas talvez seu tratado tenha tido que ser revisado a fundo e certos conteúdos refinados, em um momento de importantes mudanças na Igreja e no reino de Castela. Contudo, isto não deixa de ser uma conjectura embasada em certos indícios que mereciam ser investigados.

El célebre Alfonso Fernández de Madrigal, el Tostado († 1455), escribió un breve tratado como guía para realizar una correcta confesión sacramental conocido como Confesional. Hasta donde hay conocimiento, se conserva una versión manuscrita en la Biblioteca Nacional de España (Mss/4183) y múltiples ediciones impresas de hasta mediados del siglo XVI. El manuscrito es el ejemplar más antiguo si bien no es el original, ya que se trata de una copia mandada hacer en 1472 por el célebre noble y literato Pedro de Escavias, mientras que el Confesional de Alfonso de Madrigal debió de redactarse en la década de 1440. Dada la cercanía de Escavias a la corte de Juan II y Enrique IV, es de suponer que la copia del confesional que mandó realizar a su criado Bartolomé de Alcaraz guarda mucha similitud con el original que escribió Alfonso de Madrigal.

Se ha señalado que el Confesional fue escrito para la reina María (esposa de Juan II de Castilla) pero no hay evidencia explícita de ello. Sí lo es la intención de la obra, pues el propio Tostado ofrece su tratado “A onrra e loor dela santa trenidad e ynformaçion e provecho delos sinples esta breve formaçion de confesion sea concluyda”. A continucación, y en latín, está escrito: “Termina felizmente la breve fórmula de las confesiones del maestro en artes y teología el bachiller Alfonso de Madrigal para la instrucción de los rudos” (Biblioteca Nacional, Mss/4183, fol. 64v). Es decir, estamos ante un libro escrito para la instrucción de las personas sencillas e iletradas (aunque está previsto que lo usen los sacerdotes confesores). Ello es conforme al estilo, donde el autor se abstiene de hacer alarde de erudición mediante citas o disquisiciones escolásticas y escribe en lengua vernácula. Es un texto sencillo de comprender, señalando de frente los pecados y errores de los que debe confesarse el penitente y que en el futuro debe de evitar. Esta intencionalidad está también en sintonía con el espíritu reformista de Alfonso de Madrigal, que defendía la superioridad de la filosofía moral sobre las demás ramas del saber humano.

Pese a su sencillez, se aprecia la maestría del Tostado (propia de un catedrático de teología salmantino) sobre todo en su sistematicidad y seguridad a la hora de tratar los problemas morales. Se aleja no obstante del enciclopedismo de obras de la misma naturaleza, como las sumas de san Raimundo de Peñafort y Juan de Friburgo o el Libro de las Confesiones de Martín Pérez. Se acerca, más bien, a otros textos más simples como el confesionario elaborado a partir del mencionado libro de Martín Pérez, el Confessionale Defecerunt de san Antonino de Florencia o el Confesional de Pedro Díaz de la Costana. Sin embargo, estas obras son más prolijas y recogen cánones penitenciales y algunos apartados en latín, cosa que no hace Alfonso de Madrigal. En este aspecto, el confesional de Madrigal se parece más a obras como el libro de la confesión de Medina de Pomar, pero es más sistemático y conforme a la alta teología que éste último.

El Confesional guarda otras similitudes con los textos arriba mencionados, como es la organización de los pecados y vicios según los siguientes criterios (en orden): los siete pecados capitales, el decálogo, los cinco sentidos y las obras de misericordia espirituales y corporales, para terminar con los cuarenta pecados reservados a los obispos y los siete reservados al Sumo Pontífice. Alfonso de Madrigal, sin embargo, no incluye los pecados según los oficios o condición de los penitentes, como hacen otros autores arriba mencionados. En el manuscrito de la Biblioteca Nacional no se incluye el prólogo y capítulo inicial sobre los aspectos generales de la confesión que, antes de entrar a la enumeración y descripción de los pecados y faltas, se incluye en las ediciones impresas. Es posible que estos añadidos también fuesen obra de Alfonso de Madrigal (y que simplemente no se recogiesen en el manuscrito que pertenecía a Pedro de Escavias) pero también es factible que fuesen un añadido posterior.

Es interesante a ese respecto contrastar el mencionado manuscrito con las ediciones impresas posteriores, pues hay más diferencias. Alguna de estas ediciones indican en la misma portada que el confesional ha sido “nuevamente enmendado e corregido”. También se añaden textos posteriores, como una confesión general ordenada por Hernando de Talavera y la oración de adoración al crucifijo escrita por Alfonso de Córdoba. Asimismo, al explicit original del manuscrito, se añade que el tratado fue “sacado de los cánones y decretos de la santa escritura” (edición de Fadrique de Basilea en Burgo, 1500). Por lo demás, no se aprecian en una lectura general diferencias más allá del estilo en el lenguaje o en la adición o supresión de algunos términos redundantes o adjetivos, así como el cambio de algunas palabras por su sinónimo (por ejemplo, cuando se habla del pecado de la “acidia” y en las versiones impresas se cambia por “pereza”).

Sí se ha detectado una diferencia en el contenido: la hablar de la lujuria se dice que si bien todos los pecados relacionados a este pecado capital son grandes, es mayor cuando se da entre solteros (fornicación). Sin embargo, en las ediciones impresas se dice que, por el contrario, es el pecado menor dentro de este género. Todo parece indicar que el copista de la versión manuscrita cometió un lapsus. No obstante, quizá sería interesante estudiar a fondo la transmisión textual de la obra de Madrigal. Felipe Pereda propone que en la crítica del autor al culto a las imágenes hay demasiadas coincidencias con Wycliff como para ser casuales. A este respecto hemos de considerar que Madrigal fue maestro de Pedro Martínez de Osma, sobre el que ejerció una gran influencia, y que éste recibió una censura eclesiástica por un tratado que escribió sobre la confesión. Ello no prueba que el Tostado defendiese ideas heterodoxas, pero quizá su tratado hubo de ser revisado a fondo y ciertos contenidos depurados, en un momento de importantes cambios en la Iglesia y en el reino de Castilla. Pero esto no deja de ser una conjetura basada en ciertos indicios que merecerían ser investigados

Palabras-clave : Manual de confesión; Pastoral; Catequética; Castilla; Reforma.
Palavras-chave : Manual de confissão; Pastoral; Catequética; Castela; Reforma.
Guillermo Fernando Arquero Caballero

Universidade de Piura
 
 

Edições modernas

GONZALO MAESO, David, “Alonso de Madrigal (Tostado) y su labor escrituraria”, Miscelánea de estudios árabes y hebraicos. Sección Arabe-Islam, vol. 4 (1955), pp. 143-185

FERNÁNDEZ VALLINA, Emiliano, “La importancia de Alfonso de Madrigal, «el Tostado», maestrescuela en la Unversidad de Salamanca”, RODRÍGUEZ SAN PEDRO, Luis Enrique; POLO, Juan Luis (coords.), Salamanca y su Universidad en el primer Renacimiento. Siglo XV, Universidad de Salamanca, 2011, pp. 161-178

La Corónica, vol. 33, 1 (2004), ejemplar dedicado a Alfonso Fernández de Madrigal, El Tostado

VIDAL, Marciano, Historia de la Teología Moral, vol. IV.1, Madrid: Editorial el Perpetuo Socorro, 2012.

DELGADO JARA, Inmaculada, “Alfonso Fernández de Madrigal. El Tostado”, en http://letra.unileon.es/?autorz=alfonso-fernandez-de-madrigal-el-tostado, consultado em maio de 2020.
 
Autor: Alfonso Fernández de Madrigal.

Nome da obra: Confesional.

Data: ca. 1440.

Local: Salamanca, Espanha.

Imagens: Biblioteca Nacional da Espanha (Mss/4183).

 

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